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Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica e do Audiovisual dos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins e Distrito Federal.

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Associação dos Profissionais de Som do Audiovisual

Carta aberta da Associação de Profisisonais de Som do Audiovisual – O incêndio na Cinemateca Brasileira

Nós, profissionais de som do audiovisual, denunciamos os ataques que o setor como um todo vem sofrendo desde 2016 e que tem se aprofundado desde a eleição do inimigo do povo Jair Bolsonaro. 

O recente incêndio ocorrido no galpão da Cinemateca Brasileira, localizado na zona oeste de São Paulo no bairro da Vila Leopoldina é produto de um descaso criminoso por parte do governo, visto que o ministério público federal de São Paulo e as pessoas trabalhadoras da Cinemateca já vinham alertando o governo federal há um ano sobre as condições precárias nas quais se encontravam as instalações da Cinemateca. O valor das obras perdidas é inestimável. O acervo contava com material único com 4 toneladas de documentos sobre a história do cinema no Brasil e de suas instituições, as primeiras câmeras e equipamentos utilizados na história, acervos de Glauber Rocha, cinejornais, filmes caseiros, parte do acervo da Pandora filmes, documentos dos antigos orgãos oficiais como EMBRAFILME e documentos com dados importantíssimos de décadas de cinema brasileiro foram perdidos para sempre. Imagens de outros tempos que gerações futuras não conhecerão mais.

Esse incêndio escancara um projeto de destruição das políticas e aparelhos públicos que avança desde 2016, com o desmonte sistemático da ANCINE, que se aprofunda em 2018. São mais de 750 produções que foram contempladas nos editais que estão simplesmente paralisadas, fora projetos que foram censurados e vetados por não se alinharem ideologicamente com a doutrina conservadora que o atual governo defende, e escritórios regionais da agência foram fechados. “Se não puder ter filtro, vamos extinguir ou privatizar”, é o que Jair Bolsonaro declara, exibindo além de autoritarismo, toda sua ignorância ao propor a privatização de uma agência reguladora do governo. 

A política neoliberal de privatizações e sucateamento atinge a Cinemateca no momento que sua administração é colocada nas mãos de uma organização social, tornando as relações de fiscalização e de gestão muito frágeis. Diversas pessoas foram demitidas em condições de extremo descaso, até o momento sem receber seus salários atrasados e outros direitos trabalhistas. Como preservar a memória do cinema brasileiro sem valorizar minimamente as pessoas responsáveis? 

É hora de lutar em defesa das políticas públicas que fomentam nosso setor. Não podemos mais retroceder nos avanços conquistados. O rolo compressor neoliberal que avança sobre o povo trabalhador só poderá ser impedido com a nossa organização coletiva, dentro das nossas associações de categoria, dentro dos nossos sindicatos e coletivos audiovisuais. É urgente que as pessoas tabalhadoras do audiovisual se articulem em conjunto com educadorxs, profissionais da saúde, trabalhadorxs de aplicativos e todas as categorias precarizadas e que juntxs possamos contruir uma poderosa força social. Através de greves, manifestações, piquetes, filmes, intervenções artísticas, atos públicos, vamos mostrar para a escória fascista e para a burguesia que puxa os cordões da marionete Jair Bolsonaro que se eles planejam a destruição de tudo que é público em benefício do lucro privado das elites, nós seremos a linha de frente na defesa intransigente da memória e das conquistas do povo trabalhador brasileiro.




Valores referenciais da APSA

Carta de Apresentação APSA
São Paulo, 13 de julho de 2018.

Caros Produtores,

Gostaríamos de informá-los que no dia 22 de setembro de 2017, conforme edital publicado no dia 12 de setembro de 2017, os Técnicos de Som Direto, Microfonistas e Assistentes de Som do Estado de São Paulo, com o apoio do SINDCINE, fundaram a APSA ( Associação de Profissionais de Som do Audiovisual ), a fim de ajudar a capacitar os profissionais da nossa área, melhorar as condições de trabalho, ministrar palestras, workshops, assim como ajudar na atualização e formação de novos profissionais. Aproveitamos para oferecermos todo e qualquer suporte técnico nos disponibilizando a esclarecer dúvidas de qualquer espécie. Acreditamos que essa Associação tornar-se-á uma ferramenta de grande valia para contratação de técnicos cada vez mais qualificados e na comunicação de ambas as partes.

Informamos também que, após votação em assembleia geral, a partir do dia 01 de julho de 2018, os valores de locação de equipamentos de som fornecidos pelos técnicos serão cobrados separadamente da mão de obra através de contrato de locação feito entre contratante e contratado em qualquer tipo de projeto, tanto de longa quanto os de curta duração.

Outro fator importante é que adicionamos as horas extras, na tabela de mão de obra dos Técnicos de Som, Microfonistas, Assistentes, assinada pela SIAESP e SINDCINE , na Convenção Coletiva de 2018, assinada em 03 de maio deste ano, ou seja a tabela agora refere-se a 10 hs de trabalho em publicidade e 12 horas de trabalho em longas, séries e similares.

Nós, membros da APSA, entendemos que as 12 horas de filmagem possam ser uma condição sine qua non para viabilização de alguns projetos. No entanto, conforme lei trabalhista e Convenção Coletiva, a partir de 1 de julho as horas extras serão cobradas. Levando em conta que seria uma transição muito drástica exigir uma mudança repentina na carga horária, apesar de todo avanço tecnológico, concordamos em permanecer com a carga horária atual, desde que os contratantes venham a pagar as horas extras de acordo com a tabela que estamos fornecendo, já com as horas extras acrescidas, na porcentagem convencionada na CLT. Também forneceremos em breve uma tabela de locação de equipamento, onde terá descrito os itens do pacote denominado “Kit básico”, usado em publicidades e longas com preços de locação por diária e semanal, e os itens avulsos, que não fazem parte do kit básico com seus respectivos valores.

A partir do momento em que o produtor entra em contato com um profissional do som, é de extrema importância que ambas as partes venham a conhecer a Convenção Coletiva assinada do ano referente. Que a negociação parta do piso estabelecido, que respeite a carga horária definida na CLT e pague as horas extras. Compreendido esses termos a negociação passa a ser mais transparente e mais ágil, dessa forma sobra mais tempo para focarmos na solução dos problemas técnicos que teremos que resolver para o contratante, resultando em uma melhor qualidade no produto final. Segue-se então, alguns itens que já vem sendo praticados nas negociações da maioria dos técnicos de som e assistentes dessa Associação, e outros itens que foram inseridos recentemente para melhorar nossas condições de trabalho.

Para adequação aos orçamentos, as cobranças dos valores vigorarão a partir de 1º de janeiro de 2019. Segue em anexo a tabela.

Agradecemos a atenção e esperamos que o bom relacionamento da APSA com os Produtores seja extremamente satisfatório e pautado sempre no diálogo.

Qualquer dúvida, a APSA e o SINDCINE estarão à disposição para esclarecimentos.

Atenciosamente,

APSA
 

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